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MARÇO DE 2008
Pracinha de Itacoatiara: Elevando o nível carioca
12/03/2008: [Por Caio Sharma] A Praça Paulo de Tarso Montenegro, localizada em Itacoatiara, um dos mais belos bairros de Niterói, agora é conhecida como um dos picos mais irados de boulder do Estado do Rio. Pouco se fala da Pracinha, o lugar no Rio com a maior concentração de boulderes difíceis por m², mas muita coisa acontece lá nos finais de semana. De uns tempos pra cá, muitos boulders difíceis têm sido abertos lá, sendo esse o motivo pelo qual escrevo esse mini-artigo.
Todo ano um escalador diferente vem conhecer a área, já recebemos aqui a visita dos melhores escaladores do Paraná, de Brasília, de São Paulo, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de alguns gringos. A Pracinha conta com vários blocos de gnaisse com alguns veios de granito que abrigam dezenas de boulders, esses que variam de v0 à projetos que podem chegar à v13 (?). Mas todos possuem uma alta qualidade de agarras e movimentos. Por exemplo, na Pracinha você pode entrar em v0’s altos com agarras boas, boulders que todos gostam de fazer, pra dar uma aquecida ou pra apreciar uma boa escalada.
Acho muito importante que aja um intercâmbio entre nossas áreas de escalada, e isso é facilmente resolvido com os festivais, mas na Pracinha isso não é tão simples: a praça é cercada por casas, assim como em todo o bairro de Itacoatiara, já que o mesmo é um bairro totalmente residencial, não podendo haver comércio. Por isso, aguardem, pois em breve estaremos fazendo um ITACOABOULDER, algo desse tipo. Mas vamos deixar de lado os problemas e falar logo dos boulders. Na Pracinha, há, catalogados, 20 boulders acima de v8. Pra vocês terem noção da comodidade que é, só no Bloco do “Fiapos” tem:
| Boulder | Grau |
| À Espera de Chris | V13? (Projeto) |
| Abaixo do Fiapos | V12? (Projeto) |
| Brocas | V10 |
| Envergadura de Fiapos | V10 |
| Farrapos | V10 |
| Fiapos | V10 |
| Homework | V10/11 |
| Kriptonita | V10? (Projeto) |
O acesso ao local é ridículo, vocês param seus carros embaixo dos boulders pra dar uma escova, isolar um move. É super tranqüilo! Sempre tem gente escalando lá nos finais de semana, então vale muito a pena ir no pico, como eu disse, tem boulders lindos de todos os graus, faço aqui uma lista dos clássicos do lugar:
| Boulder | Grau |
| Anarquista | V8 |
| Ditador | V7 |
| Envergadura de Alá | V7 |
| Experimento | V9 |
| Fendona Highball | V0 |
| Fiapos | V10 |
| Gêmeas | V6 |
| Highball | V2 |
| La Ola | V11 |
| O Buraco é Mais Embaixo | V6 |
| Oposição | V1 |
Se forem na Pracinha não deixem de entrar nesses boulders, alguns nem comem a pele, por isso e por seus lindos movimentos vale a pena entrar neles! E além dos boulders, a Pracinha conta coma pequena falésia com algumas vias de 4 à 5 costuras e variando de 6° sup à 9a. Se estiverem com tempo, dêem uma entrada nas vias, são todas com moves técnicos para dar uma relaxada nos bíceps após um tour pelo Rio visitando a Barrinha e o Campo Escola 2000, por exemplo. Então galera, o convite está feito! Venham conhecer a Pracinha de Itacoatiara que eu lhes garanto que em breve vocês estarão de volta! Abraços e boas escaladas à todos!
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Invasão Feminina no Babilônia 2008
14/03/2008: [por Márcia Poppe] Este ano, a comemoração ao Dia Internacional da Mulher aconteceu exatamente no dia 8 de Março. Esperava-se que mais de 60 escaladoras do Rio de Janeiro e de outros estados comparecessem à Urca no sábado para escalar as mais de 20 vias do Morro da Babilônia simultaneamente. Mas o sucesso foi maior que o esperado, no tatol foram 78 mulheres na rocha escalando, sendo a mais nova com 8 anos de idade.
O evento comemorativo vem se repetindo e ganhando mais adeptas a cada ano. O que teve início em 1986 com 10 mulheres, se repetiu em 2005, com nove escaladoras de dois clubes excursionistas, o Carioca (CEC) e o Rio de Janeiro (CERJ), no Morro do Cantagalo.
Já em 2007, com mais de quarenta mulheres, a comemoração ganhou o apelido de "Tititi no Babilônia" e agrupou após a escalada, cerca de 60 praticantes do esporte em uma bela confraternização, com direito a camiseta, fotografias e muita animação.
Entre as participantes estavam escaladoras da velha guarda, guias e instrutoras experientes, praticantes de final de semana e aquelas recém saídas de seus Cursos Básicos, além é claro de algumas alunas. Mulheres de todas as idades, diferentes profissões e estilos de vida, com um algo em comum muito especial, o amor pelas montanhas, pela natureza e pela vida ao ar livre. E foi justamente deste "Tititi" que surgiu a idéia de produzirem um filme que contasse a evolução da escalada feminina no Rio de Janeiro. Atualmente em andamento e ainda com título provisório, o filme "Mulheres na Montanha" tem a intenção de divulgar a atuação e a visão das mulheres sobre escalada e montanhismo, e com isto estimular o crescimento do esporte, focando particularmente no público feminino. O filme está sendo produzido pela Montanhar, com roteiro, direção e edição de Priscila Botto.
Com a aproximação do Dia Internacional da Mulher e do "Tititi", a equipe propôs o lançamento da marca "Mulheres na Montanha" na forma de uma camiseta, de modo que o lucro das vendas fosse revertido em prol do filme. A criação da marca ficou por conta de Marcia Poppe, arquiteta e escaladora que já no ano passado criou a estampa das camisetas cor de rosa que coloriram o Babilônia na manhã do dia 10 de março. O modelo deste ano foi confeccionado pela Três Picos, que está apoiando o filme.
O encontro das escaladoras foi na Praça General Tibúrcio, começando às 7 horas da manhã de sábado. As escaladas aconteceram até o final da manhã e em seguida, a confraternização se realizou no conhecido "Último Móvel", o Trailer da Dona Elza, em frente à Praia Vermelha.
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Guia de Escaladas da Região dos Três Picos de Salinas, a tão esperada 2a Edição!
16/03/2008: [André Neves com gentil colaboração de Gerusa Palhares] Semana passada aconteceu no Rio de Janeiro o lançamento da tão esperada segunda edicão do Guia de Escaladas da Região dos Três Picos de Salinas, do escalador Sérgio Tartari. Nos últimos anos, era uma das coisas mais requisitadas pelo público do ViaCrux e do InfoSalinas e esperei muito tempo para dar essa boa notícia. Eu sempre respondia que o guia estava sendo preparado e que a melhor opção na falta da segunda edição era entrar em contato com os escaladores locais (mesmo porque na primeira edição constavam informações obsoletas). Imagino a quantidade de telefonemas aflitos que os Tartaris e os Poyares da vida receberam nesse meio tempo, que eles me perdoem!
![]() Capa do Guia de Escaladas da Região dos Três Picos Roberto Sponchiado na via Medos e Mitos (D4 6o VIIa A3 E3) na Torre Central de Bonsucesso |
E valeu a pena a espera, o Guia está excelente, e isso significa simples e bem organizado, como todo bom guia de escalada deve ser e com croquis detalhados e bem desenhados. A primeira edição - de autoria de Sérgio Tartari, Alexandre Portela e Isabela de Paoli - foi lançada na década de 90, e de lá pra cá muita coisa mudou no vale. Novas vias surgiram, algumas foram modificadas, outras conquistadas pela metade, novas pessoas surgiram por lá, bêbes nasceram, a luz chegou (luz de poste como dizem no sul da Bahia), telefone idém. Faltava o guia novinho em folha!
"O lançamento desta edição do Guia de Escaladas da Região dos Três Picos", escreve Tartari na apresentação do guia, "nove anos após a primeira, tem a finalidade de informar melhor a respeito das escaladas nessa região, não só com recomendações específicas sobre uma determinada via, como também com conselhos técnicos mais atualizados que possam ajudar a melhorar nossos procedimentos".
O raio de ação do guia é completo e abrange centenas de vias de escaladas nos mais diversos picos: Pontão do Sol, Pico Maior, Pico Menor, Pico Médio, Pedra da Mariana, Capacete, Caixa de Fósforos, Pedra do Araçá, Cabeça de Dragão, Morro do Gato, Ronca Pedra, Torres de Vieira, Torre Maior de Bonsucesso, Torre Central de Bonsucesso, Ferro de Passar Roupas, Torres Ocultas, Morro dos Cabritos e Pedra das Antas. E ainda conta com um pouco de história local, mapa da área, localização e acesso, sistema de graduação e outras dicas preciosas.
Dono do simpático Refúgio
das Águas, junto com Rosane Nicolau, a Rô - um excelente ponto de moradia e repouso (ou mesmo ponto de encontro) entre uma escalada e outra no vale - o carioca Tartari escalada em Salinas e arredores desde 1981. E tem conhecimento de causa não somente por isso: ele, que é um dos melhores escaladores do Brasil e conquistador prolífico de vias dentro e fora da região, mora na região há 17 anos. Isso, nas palavras dele mesmo, possibilitou um conhecimento mais amplo da região, que me autoriza a passar essas informações da melhor maneira possível, evitando equívocos, desinformação a respeito da localização de acessos e da definição das linhas de escalada".
Para quem não conhece, a região dos Três Picos, ou simplesmente Salinas para os mais íntimos, é uma das regiões mais exuberantes de escalada do Brasil. Situada em um lugar único cheio de belas paisagens e clima agradável, Salinas oferece tudo o que um escalador sonha, inclusive belas vias de escalada, é claro! Longas, curtas, expostas, difíceis, fáceis, criativas, divertidas, tem escalada para todos os gostos, mas como eu sempre digo, Salinas não é Morro da Babilônia. Escalada lá, com algumas exceções, é coisa de gente grande. Mesmo em um grande passeio, como os 700 metros da via Face Leste do Pico Maior (D4 5o V (A0/VI+) E3), o escalador tem que ficar atento.
O termo "escalada-aventura" é bem apropriada para a região - vias expostas, picos de escalada isolados, grampeação longa, uso de muito equipamento móvel, boa leitura de via... Lá é exigido do escalador um conhecimento mais amplo do que um curso básico de escalada pode oferecer. E também é exigido respeito pelas montanhas e pelo lugar, ainda mais com a providencial fundação do Parque Estadual dos Três Picos. "Assim sendo", continua Tartari em sua apresentação do guia, "não deve ser nosso único propósito o de escalar uma via, mas sim, conjugar a prática da escalada e caminhada com a conservação da fauna, da flora, das nascentes e córregos da região, para que futuras gerações também possam desfrutar da natureza local".
Comprem o guia agora, já! Indispensável na mochila de quelquer escalador salineiro. E boas escaladas e bons momentos nessas montanhas fantásticas!
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Lançamento da 2a Edição do Guia de Escaladas da Região dos Três Picos de Salinas no Limite Vertical
19/03/2008: No dia 15/03, foi lançado no Centro de Escalada Limite Vertical a segunda edição do Guia de Escaladas da Região dos Três Picos, do escalador Sérgio Tartari. O ViaCrux esteve lá para registrar a multidão descontrolada de escaladores que invadiu o Limite em busca de seu exemplar do tão aguardado guia, afinal de contas anos de espera desde o lançamento da primeira edição. A turba, que de furiosa não tinha nada, tutti buona gente, se comportou direitinho e ainda aproveitou as modestas instalações do Limite (para os mais íntimos) e a hospitalidade do Flávio "Bagre" Carneiro e da Adriana Mello, murinho de escalada e boulder cave incluídos, e diga-se de passagem, muito bem freqüentados! E as imagens abaixo são prova disso, como sempre quebrando o mito de que escalador é bicho tímido, entocado e avesso à badalações. Para quem já estava saudoso, com vocês uma nova edição de...

Sérgio Tartari. |
Autógrafos. |
Sérgio Tartari, Cintia Andrade, Flavio Daflon, Alvaro Loureiro & Mônica Pranzl. |
Cintia Andrade, Flavio Daflon, Alvaro Loureiro & Mônica Pranzl. |
Cintia Andrade & Rosane Nicolau (Rô). |
Daniel Bonella & Flávio Doce Aguiar. |
Cris Jorge & Miguel Freitas. |
Sidney Dantas & Dalton Chiarelli. |
Luis Cláudio Pita, Sidney Dantas & Jana Menezes. |
Hillo Santana. |
Ana Alvarenga & Ralf Cortês. |
Bernardo Collares, Ana Alvarenga & Ralf Cortês. |
Silvia Bahadian, Rodrigo Nunes, Mauricio "Vudu" & Marcela Chaves |
Ralf Côrtes feliz com seu exemplar do Guia de Salinas. |
Mônica Pranzl & Luis Claudo Pita. |
Sérgio Tartari & Rô. |
Silvia Bahadian, Marcela Chaves & Paulo Henrique "Bloquinho". |
Parece um forró, mas não é! |
Paulo Mascarin & Fabio Muniz. |
Flávio Leone & Hilo Santana. |
Galera no social do muro. |
Eduardo RC & Helena Fagundes. |
Alice Souza, Aragão, Fábio Muniz & Ralf Côrtes. |
Adriana Mello & Flávio "Bagre" Carneiro. |
Silvia Bahadian, Marcela Chaves & Rô. |
Sérgio Tartari & Fábio Muniz. |
Cortiça do Limite Vertical, só gente boa! |
Gerusa Palhares, Edu RC & Alice Souza. |
Bagre, Marcela Chaves & Flávio Daflon. |
Flávio Daflon embecado nos Coloridos, Urca. É assim que ele costuma dar aulas, trabalho! |
Mariana Kujawski treinando no murinho. |
Helena Fagundes cantando o beta da via para Mariana, Cintia & Gerusa. |
Gerusa Palhares & Cíntia Andrade. |
Espoleta, o cão! |
Aragão & Alice. |
Flávio Daflon e um tal de André. |
Rô & Aragão. |
Galera. |
Adriana Mello & Jean Fluber. |
Bagre & Sérgio Tartari. |
O Guia de Escaladas da Região dos Três Picos de Sérgio Tartari, publicado pela Montanhar e Publit,
pode ser comprado na Equinox, na Le Chen ou com o próprio Tartari no Refúgio
das Águas.
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Respeito aos ambientes de montanha
26/03/2008: [Ana Alvarenga & Ralf Côrtes] Fazendo um gancho da mensagem que o escalador Eliseu Frechou andou espalhando (com muita razão!), resolvemos divulgar esse assunto tão importante nos dias de hoje, com o crescimento da nossa atividade, e considerando que somos grandes responsáveis pelo aumento da freqüência de escaladores em uma montanha na Serra do Rio, a Pedra do Elefante, na região de Itaipava.
![]() Pedra do Elefante . Foto: Arquivo Abrigo do Elefante |
O escalador citado informou à comunidade escaladora sobre a situação corrente de desrespeito de alguns freqüentadores da Pedra da Divisa, no interior de São Paulo, para não só com a natureza local, já que se trata de Mata Atlântica preservada com presença de animais silvestres, mas também com a população local. Já houve casos de escaladores largando sujeira, levando animais domésticos e até deixando uma guimba de cigarro que provocou incêndio em área de lavoura alheia! Os moradores do local, por ignorância ou medo, permitem o acampamento desse tipo de gente que, provavelmente (e inacreditavelmente!), deve ter bastante acesso à informação.
Esta é, ao mesmo tempo, uma manifestação de solidariedade ao grupo de escaladores que tenta controlar esse tipo de ação irresponsável, e também uma prevenção contra esses acontecimentos na área que fomentamos. Seria muito bom saber que a montanha que nos traz tanto prazer, é proveitosa para toda a comunidade, mas isso só será possível se houver a conscientização dela inteira. A Pedra do Elefante é um grande captador de água, como toda montanha, alimentando várias nascentes de água consumida por moradores locais, inclusive o Abrigo do Elefante. Recentemente, a Prefeitura de Petrópolis propôs a criação de uma Unidade de Conservação de proteção integral, o Monumento Natural da Pedra do Elefante, majoritariamente para proteção dessas nascentes que, segundo os técnicos, brotam perto da base da pedra (cada grota é uma nascente), mas também para possibilitar e disciplinar a prática segura do montanhismo.
Sabemos que alguns praticantes não resistem a dar “a velha cagadinha” antes de entrar na via (e alguns deles nem chegam a escalar, aparecendo só pra empodrar!). Pois está claro que um dos aspectos do Plano de Manejo desta U.C. será a total proibição de fazê-lo (nem mesmo enterrando!), assim como de trazer animais domésticos e outros. E sabendo que o abrigo se encontra tão perto da base das vias, não há necessidade de usá-la como banheiro.
Para ajudar, nós do Abrigo do Elefante, nos dispomos a construir um banheiro seco no ponto mais alto do terreno, na última cota antes das nascentes, para os mais apertados. Para os que não agüentarem nem chegar ali, pedimos que tragam seu “shit tube” ou “pote de merda”. Isso também vale para os escaladores esportivos. Aliás, aproveitamos para lembrar de levarem seus esparadrapos de volta. Podemos citar alguns exemplos de contaminação onde não houve esta intervenção: Itatiaia (fora do Parque), onde fezes foram vistas ao lado de nascentes anos atrás; e Açu, onde a água já é contaminada pelos visitantes, e aí vão muitos outros.
As conseqüências são essas: fechamento da área para lazer e contaminação dos últimos reservatórios de água doce existentes. É inconcebível que sejam os montanhistas responsáveis por esta “cagada”! Lembremos que velhos hábitos já não cabem em uma atividade cada vez mais popular, e em um ambiente cada vez mais frágil.
Mais informações sobre a Pedra do Elefante em www.abrigodoelefante.com.
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A Volta dos Mortos-Vivos, Parte II: Campeonato Carioca de Escalada em 2008!
27/03/2008: Ainda no respeitoso espírito da Páscoa, uma onda de ressureições não para de agitar o meio da escalada: não somente ViaCrux ressurgiu do reino dos mortos, ao que tudo indica, o finado Campeonato Carioca de Escalada finalmente vai dar ar de sua graça a partir de Junho desse ano. Desde o longínquo ano de 2004, com exceções de alguns festivais e compeonatos isolados, nada de competições, nada de ranking carioca. Um fenômeno meio estranho acontece aqui, acho que não temos vocação ou paciência para escalada competitiva. Não sei se isso é motivo de orgulho para os cariocas, ou então um atestado da nossa tão famosa preguiça.
"Que saco, ter que acordar cedo, ficar horas em concentração, a angústia, o nervosismo..." Muitas desculpas bobas são criadas para fugir do muro. De lamentação já basta o famoso muro em Jerusalém (mais uma referência bíblica, corro o risco de ser excomungado)!!! Lembrem-se que competições podem ser motivo de grande diversão também, fora que são um ponto de encontro da galera, ávida por um eventual socialzinho fora do ambiente de montanha. Um bom motivo para conhecer gente nova e lugares diferentes.Se alguém duvida disso, entrem nos diversos sites de vídeo que hoje em dia borbulham na Web e procurem pelos campeonatos mundo afora: gente gritando, aplausos, fanfarronice, talento, cerveja, gente com pouca roupa, drogas... falta pouco para ser considerada uma rave! Por que aqui é tudo tão desanimado? Uma maldição paira a Cidade Maravilhosa, um grandioso e belíssimo palco para qualquer tipo de evento, e seus arredores e todo movimento para estabelecer um calendário de competições acaba esbarrando numa paralisia inacreditável. Logo nós que fomos pioneiros em quase tudo que se denomina "esportivo" em escalada aqui no Brasil.
O mais recente exemplo desse desinteresse foi o cancelamento da segunda etapa do Campeonato Brasileiro que iria ser realizada aqui nos dias 3 e 4 de Maio. Segundo a gerente do Departamento de Competições da FEMERJ, a escaladora Patrícia Mattos, o cancelamento se deu por falta de quorum e interesse para a organização e estruturação do evento. E ninguém pode reclamar de falta de interesse, a própria FEMERJ convocou uma reunião em 2005, através de uma convocação formal pela Internet, com o objetivo de encontrar uma boa fórmula para os campeonatos em 2006. Ninguém compareceu. Muitos motivos (incluindo $$$) também não faltam para desmotivar os envolvidos, organizadores e escaladores, porém sem um calendário fixo, dificilmente ganhamos a experiência necessária para corrigir erros passados. E sem interesse de público, de fora e da comunidade de escaladores, dificilmente conseguimos bons patrocínios.
Mas chega de chororô e tristeza, águas passadas não movem moinhos, a união faz a força, água mole em pedra dura tanto bate até que fura, etc e etc... anuncio logo abaixo o calendário para o Ranking Carioca de Escalada Esportiva 2008!
Data |
Local |
Cidade |
Modalidade |
15/06 |
Rio de Janeiro |
Boulder |
|
17/08 |
Escalada Indoor icaraí |
Niterói |
Boulder |
13/09 |
Planeta Vertical |
Nova Friburgo |
Boulder |
19/10 |
Rio de Janeiro |
Boulder |
Todos os campeonatos serão de na modalidade Boulder. Os atletas que quiserem pontuar para o ranking, além da inscrição individual de cada etapa deverão estar devidamente cadastrados na FEMERJ, conforme instruções futuras no site da Federação. O regulamento será também anunciado em tempo devido.
Coelho de páscoa não bota ovo, ainda por cima de chocolate? Então, se acreditamos nisso, vamos nos armar de fé, irmãos e acreditar e torcer pelo calendário 2008. E inscrevam-se!
Links relacionados Calendário Brasileiro de Competições 2008 (CBME) ViaCrux |
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