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O grau, esse inimigo traiçoeiro, mas se tratando
de escalada esportiva é um dos fatores determinantes da mesma,
e quem sabe, até mesmo a razão de viver do esporte. Esses
númerozinhos são oscuros objetos de desejo para 9 entre
10 escaladores e não adianta querer negar, fazendo pose ou papo
bicho-grilo: "Ah, não ligo para grau, o que importa é
estar na montanha, estar escalando", ou algo do gênero "não
estou nem aí".
Não importa a modalidade de escalada, seja ela alpina, tradicional,
esportiva, artificial... neguinho quando consegue mandar uma via de
grau mais elevado do que ele conseguia antes fazer, espalha para Deus
e o mundo tamanha a felicidade do indivíduo.
Uns contam apenas vantagem e esses merecem queimar no fogo do inferno!!!
Sempre dão um jeito de encaixar numa conversa os feitos pessoais
e não param de falar de si mesmos. Outros contam simplesmente
o fato pela pura e simples felicidade de ter superado um desafio pessoal.
Lindo, não?! Outros não contam nada e aí também
a gente não fica sabendo de nada e esse aí acaba caindo
no mais tenebroso e obscuro esquecimento.
Ressalto que há sempre pequenas diferenças regionais com
relação às tabelas aqui presentes, desse modo,
abstraiam qualquer eventual desvio que vocês encontrarem - a diferença
é muitas vezes mínima, nenhum motivo para jogar pedras.
Para quem quiser tentar entender a complicada graduação
britânica de vias tradicionais esportivas, existe uma interessante
tabela que tirei do site rockfax.com,
que você pode baixar aqui (use
o Acrobat
Reader para poder visualizar o documento, o download é gratuíto).
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