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As primeiras conquistas na região datam da década de 40, com a Caixa de Fósforos e a Pedra dos Milagres entre elas. Em 1946, foi conquistado o suntuoso Pico Maior, com a via Silvio Mendes (5º A1 E2), uma escalada muito audaciosa para as condições da época. Nas décadas de 60 e 70, houve um grande interesse pela região, principalmente após 1965, com a conquista da Chaminé Pellegrini (6º VI A0 E3) no Pico Menor. A Pellegrini, com seus quase 400 metros de extensão e sendo uma escalada bastante exigente pela sua dificuldade, conta até hoje com poucas repetições. No início dos anos 70, foram conquistadas a imponente via Face Leste (5º A0 6+ E3) do Pico Maior, com aproximadamente 700m de escalada, e também a via CERJ (5º A0 6c E2) no Pico do Capacete, com seus cerca de 400m ed extensão. Ambas, por sua longa extensão, foram muito valorizadas e constituem as vias da região mais freqüentadas pelos escaladores atualmente, eternos clássicos. Entretanto, no início dos anos 80, em virtude da maior técnica e evolução dos equipamentos, um conceito novo de escalada foi adotado pela maioria dos escaladores da região: a "escalada limpa", cuja filosofia embasa-se em agredir o mínimo possível a natureza, utilizando-se ao máximo, de todos os sistemas de fendas e possibilidades naturais de proteção. Na região, também são encontradas vias abertas em "estilo alpino", nas quais requer-se do escalador um apurado conhecimento de diferentes técnicas de montanha/escalada, como também um hábil manuseio de proteções móveis,e ainda especialmente, grande acuidade para identificar e ler as vias, a fim de evitar na escalada quaisquer eventuais sustos ou então, em conquistas de novas vias, o atropelamento ou alteração de vias já conquistadas anteriormente. Hoje em dia, depois de uma década de 90 cheia de novas conquistas audaciosas e outras nem tanto, mas de igual beleza, a região dos Três Picos de Salinas continua a oferecer o que há de melhor em escalada: diferentes estilos, técnicas, exposição, entre outras coisas, e tudo isso em um dos cenários mais bonitos e exuberantes do Estado do Rio de Janeiro. Então, bora pra Salinas? Parte
do texto acima gentilmente cedido pelo escalador Alexandre Portela,
um dos autores do |